Estes contos você encontra no livro :CACAREJAR!
3-Indo para ilha
Se ela fosse deserta, levaria meu cachorro,..
Me ensinaria a procurar coisas perdidas, difíceis de encontrar,
seus latidos preencheriam a tristeza e a solidão de lá.
Uma lua imensa redonda me olharia para sempre na disputa com o amar, assim enorme em minha frente.
... Nem poderia esquecer de levar alguns amigos. Daqueles que fazem tudo, até pelo inimigo. Me abanariam com folhas de bananeiras gigantes, saboreando frutas da ilha e néctar puro de abelhas. Verteria pelos poros saúde, alegria e beleza, sem pensar no fundamental, estaria grudadinha na natureza.
Levaria também, confesso, meus segredos mais purinhos, aqueles já perdoados, até bem “cafajestinhos”.
Me ensinaria a procurar coisas perdidas, difíceis de encontrar,
seus latidos preencheriam a tristeza e a solidão de lá.
Uma lua imensa redonda me olharia para sempre na disputa com o amar, assim enorme em minha frente.
... Nem poderia esquecer de levar alguns amigos. Daqueles que fazem tudo, até pelo inimigo. Me abanariam com folhas de bananeiras gigantes, saboreando frutas da ilha e néctar puro de abelhas. Verteria pelos poros saúde, alegria e beleza, sem pensar no fundamental, estaria grudadinha na natureza.
Levaria também, confesso, meus segredos mais purinhos, aqueles já perdoados, até bem “cafajestinhos”.
Colocaria em barbantes com panos esvoaçantes pendurados
em bananeiras feito varal da lavadeira. Deixaria que as chuvas,
tempestades e enxurradas os lavassem quando quisessem. Aos poucos, lentamente
me livraria destes segredos, tolos, bobos, pequenos.
Nem pensar em esquecer, nem me perdoaria por isso, Os terços, rosários, bentos, e aqueles com o rosto Santo, do meu verdadeiro guru, único e eterno, Jesus. Num mastro imponente o ergueria como fizeram um dia na descoberta da ilha que hoje chamamos Brasil. Mais precioso que farol, seria igual a um leme, norteando meus horizontes, desanuviando meu semblante em cada reza feita, de joelhos na sua frente. Para aquela ilha, levaria tudo isto e mais um pouco. Mas, então, afinal, esta ilha será por certo deserta ou repleta, com mil coisas na ilha?
Nem pensar em esquecer, nem me perdoaria por isso, Os terços, rosários, bentos, e aqueles com o rosto Santo, do meu verdadeiro guru, único e eterno, Jesus. Num mastro imponente o ergueria como fizeram um dia na descoberta da ilha que hoje chamamos Brasil. Mais precioso que farol, seria igual a um leme, norteando meus horizontes, desanuviando meu semblante em cada reza feita, de joelhos na sua frente. Para aquela ilha, levaria tudo isto e mais um pouco. Mas, então, afinal, esta ilha será por certo deserta ou repleta, com mil coisas na ilha?