Falando em ecológico
Falando em ecológico me veio Lutzemberg,
Kayser, Chico, Amir, Gabeira,Prieto e muitos outros
Tem lógica?
Falando em ecológico me veio quem
Junta os trapos sai pelos morros,
pelas matas, rios,riachos,fontes,fauna;
Levanta a bandeira verde amarela.
Falando em ecológico me veio bem sutilmente
Doroty,e muitos outros que depois de suados,
enxugam os prantos das matas roçadas,queimadas
Atiradas ao descaso do tempo.
Falando em ecológico lembrei dos poetas
dos “Gils” cantores, trovadores, pintores
retratando as matas, as flores enfim os seus grandes amores.
Falando em ecológico acusei quem destrata
Faz descaso,pirraça,da desgraça das matas
Que roçadas desaparecem dos mapas.
Falando em ecológico pensei em você
,o qual tanto me lê, nem me vê mas crê ,
No meu amor ecológico escancarado nas praças
,nas falas poesias encharcados de graça, amor .
Ou pura teimosia ,em convencer você
De ser mais Falador ecológico...
Quem sabe, talvez?!!!
Máyra Salete Leie
33 -“Amigas verdes ”
Amigas queridas,inesquecíveis,floridas;
Sois a bênçâo do Divino, natureza esquecida;
Sois a força, vigor, vento constante,
que teima em mostrar o semblante.
Estais alí, escondida, no rio que circula a vida,
Na planta que brota e sangra,
Se alicerçando de seiva, delicadeza ,imponente verde.
Sois a árvore,o arbusto, a raiz,caule e o fruto.
Sois a flor, a cerejeira,o flamboyant que hoje geme,
Espremida na força do homem,sufocada quase sem nome.
Estais na mata,na relva,selva;
Também na rua, avenida, esquina;
Estais na ponte, estrada da vida;
Também nos becos e ruelas da vila.
Sempre alí sincera,eterna.
Purificando o ar,narinas e sina;
Devolvendo em vida,flores,frutos e sucos.
Hoje anestesiada pelo braço do homem,
Que sonha gigante,prosperidade agonizante!
Sem voz sem fala,sem gesto agradecido,ofegante!
Recebe a sina do golpe fatal,quieta emudecida voz,
Cordeiros na trilha do dia mortal;
Insensatos,banais que somos,pois nos esquecemos.
Golpeamos a nós. Sem elas, nem respiramos.
Perdoai-nos Senhor. Nada fazemos,assistimos,mudos vemos.
No fundo queremos, mas nem mesmo cobramos.
Seus clones brotando nos escombros dos tombos.
Máyra Salete Leie